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Juro menor deve provocar queda de taxa de administração de fundos

Juro menor deve provocar queda de taxa de administração de fundos

 

Com decisão do BC de reduzir a Selic, fundos têm de se mexer para não perder clientes para outras aplicações.

Investidor precisa ficar atento não apenas às taxas cobradas,mas também a desempenho obtido nos últimos anos.

 

Por Danielle Brant | Para Folha de S. Paulo

31/07/2017 – 02h00

 

A queda dos juros no país vai naturalmente provocar uma redução das taxas de administração cobradas pelos fundos de renda fixa. Uma Selic de um dígito tem impacto direto no ganho desses produtos e pode causar migração de investidores para aplicações que deem retorno maior.

 

Para gestores ouvidos pela Folha, manter esses clientes vai ser desafiador para fundos que cobram taxa elevada e entregam rentabilidade abaixo do CDI, taxa média de empréstimo entre instituições financeiras que baliza aplicações conservadoras.

 

"Lá atrás [entre 2011 e 2012], houve essa discussão, e os fundos mais conservadores reduziram a taxa de 2% para 1%. Agora, vão ter que buscar custos menores, senão podem perder até para a poupança", diz Marco Bismarchi, sócio da TAG Investimentos.

 

 

 

Nos bancos, diz, é comum encontrar "produtos absurdamente caros para a pessoa física". "Então começa a se desenhar esse movimento de redução das taxas para não perder os clientes", afirma. Para Rafael Paschoarelli, professor de finanças da USP, os bancos vão ter que escolher o caminho a trilhar. "A dúvida vai ser: onde perco menos receita? Mantendo a taxa de administração e perdendo cliente? Ou reduzindo a taxa de administração, mas com uma base maior de clientes? Todo mundo está fazendo conta."

 

 

COMPARAÇÃO

 

A gestão vira um diferencial. Fundos de renda fixa com taxas iguais podem ter resultados bem distintos, afirma Marcus Vinicius Gonçalves, presidente da Franklin Templeton no Brasil.

 

"O que importa é o retorno líquido, depois do desconto da taxa. O que o fundo entrega de resultado", diz.

 

"O investidor pode pagar 1% em um fundo que tem assessoria ou pagar o mesmo em um fundo sem assessoria. Os bancos, onde está concentrado o grosso do dinheiro, também estão se mexendo para mostrar que oferecem um serviço por trás".

 

 

Não só o retorno do semestre ou do ano, é preciso ampliar o horizonte de pesquisa e olhar a rentabilidade nos últimos cinco anos, se possível.

 

Desta forma, o investidor consegue avaliar a consistência do trabalho do gestor, ou seja, se ele entrega resultados positivos com regularidade, e não apenas em um ano em que a indústria em sua maioria teve desempenho bom.

 

 

SEMESTRE

 

Para a indústria de fundos, os primeiros seis meses do ano podem ser divididos em antes e depois de 17 de maio. Nessa data veio à tona o vazamento da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS.

 

Joesley gravou o presidente Michel Temer supostamente falando sobre a solução de "pendências" com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDBRJ).

 

A notícia provocou forte instabilidade no mercado financeiro no dia seguinte. A Bolsa precisou interromper suas negociações após cair mais de 10%, e o dólar disparou. Embora a notícia não tenha afetado expressivamente a captação dos fundos, houve impacto na rentabilidade de alguns produtos.

 

"Quando começou a nova gestão do Banco Central, o Brasil ganhou uma previsibilidade que foi quebrada em 17 de maio", afirma Paschoarelli, um dos autores do ranking com o desempenho dos fundos no semestre elaborado pela Comdinheiro, empresa especializada na análise de investimentos.

 

"Se o semestre terminasse em 17 de maio, teríamos uma fotografia da indústria. Como vai até 30 de junho, a fotografia mudou muito. Muitos fundos perderam muito e não se recuperaram até hoje."

 

Na renda fixa, 106 dos 385 fundos (27,5%) bateram o CDI, de 5,61%. Oito perderam para a poupança, que rendeu 3,5%. Todos ganharam da inflação do período, de 1,18%.

 

No caso dos multimercados, que aplicam em títulos públicos, mas também em moedas e ações, 145 dos 294 (49,3%) bateram o CDI. Mas 12 perderam para a inflação.

 

Os fundos de ações tiveram desempenho melhor: dos 212, 127 (59,9%) superaram o Ibovespa, sua referência.

 

A Comdinheiro analisou fundos de bancos e gestoras que exigem aplicação mínima de até R$ 100 mil, com pelo menos cem cotistas e mais de R$ 5 milhões de patrimônio no fim de junho. Foram excluídos fundos exclusivos e voltados para grandes investidores.

 

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