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Fundos de pensão devem elevar aplicação em ações

Fundos de pensão devem elevar aplicação em ações

 

Por Juliana Schincariol | Para o Valor, do Rio

 

07/04/2017 às 05h00

 

A queda de juros vai forçar os fundos de pensão a ampliar o risco de suas carteiras, a fim de garantir o cumprimento da meta atuarial. Levantamento da consultoria financeira Aditus, com base nas políticas de investimento entre 2017 e 2021 de 115 fundações com R$ 202 bilhões em ativos, mostra que a alocação em renda variável - direta ou via fundos de ações - deve passar dos atuais 5% para 7% do patrimônio ainda em 2017.

 

"Pode até parecer pouco, mas isso representa um aumento de 20% da alocação, que soma R$ 5 bilhões", diz Guilherme Benites, sócio da Aditus, que presta assessoria de investimento para fundações, family-offices e seguradoras.

 

O estudo da Aditus leva em conta os 115 maiores fundos de pensão do país - com patrimônio entre R$ 500 milhões e R$ 10 bilhões -, mas exclui gigantes como a Previ (funcionários do Banco do Brasil) e Petros (Petrobras), que passam por mudança na política de investimento. Essas fundações, que têm participação relevante em empresas, buscam agora reduzir a exposição em renda variável para ter mais liquidez conforme aumenta o número de participantes que se aposentam.

 

Conforme as taxas de juros se aproximam de um dígito, os fundos de pensão ficam com dificuldade para cumprir as metas de rentabilidade aplicando majoritariamente em dívida pública. "As fundações estão no ponto mínimo de alocação em renda variável apesar da alta da bolsa no ano passado", afirma Francisca Brasileiro, responsável pela área de gestão estratégica de recursos de institucionais da TAG Investimentos. Mas, diz, já há um movimento de volta para ativos de maior risco, como ações e títulos de dívida privada.

 

Francisca pondera que a retomada tende a ser feita de forma cautelosa, e não se deve esperar o mesmo patamar de exposição de mais 30% em renda variável de anos atrás, considerando bolsa e fundos de investimento. Tudo vai depender de como a economia vai reagir, disse, acrescentando que o mercado ainda está inseguro. "Os investidores preferem perder um rali como aconteceu no ano passado e se proteger da volatilidade", afirmou. O entendimento é que, se a economia reagir e a trajetória de queda de juros se mantiver, o retorno à bolsa pode ser mais rápido no segundo semestre.

 

Diante da expectativa de retomada das aberturas de capital, os fundos de pensão podem voltar a investir em IPOs (ofertas públicas iniciais de ações, na sigla em inglês), na avaliação de Walter Maciel, CEO da gestora de recursos AZQuest. No auge destas operações, em 2007 e 2008, as fundações entravam diretamente nas ofertas. Agora, a maioria deve participar via fundos, com uma gestão externa. "Ter investimentos pulverizados tende a desconcentrar o risco. A tendência é as fundações buscarem gestão externa", avaliou Maciel. Assim, há uma capacidade maior de reagir a uma eventual mudança de cenário, acrescenta.

 

Francisca, da Tag, aponta que no passado recente, nos planos de contribuição definida (CD), grande parte dos participantes mudou seu perfil para conservador, e agora também começa a surgir o movimento para escolha por maior risco, o que automaticamente aumenta o apetite das fundações.

 

No caso da renda fixa, o estudo da Aditus apontou uma redução de 90% para 84% na aplicação do patrimônio das fundações, enquanto a fatia em operações estruturadas, como Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), deve crescer 1 ponto percentual, para 6%. No caso dos investimentos no exterior, também percebe-se um leve aumento no apetite. Ao fim de 2016, a participação das entidades era de menos de 0,5% e até 2021 deve crescer para 0,6%.

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