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Atuação de BC e Tesouro é alvo de crítica de gestores

Atuação de BC e Tesouro é alvo de crítica de gestores

 

Por Adriana Cotias | Para Valor, de São Paulo

 

A crise política, agravada pela greve dos caminhoneiros, se somou à "derrapagem" do Banco Central (BC) e do Tesouro no seu arsenal anticrise, na avaliação de estrategistas de investimentos, o que contribuiu para a deterioração dos ativos domésticos.

Para Otávio Viera, da gestora de patrimônio Taler, o primeiro erro foi o BC não intervir mais fortemente no câmbio no dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de manter a Selic em 6,5% ao ano, quando dois terços do mercado esperavam uma queda de 0,25 ponto percentual.

 "O BC não atuou na volatilidade na crença de que a apreciação [do dólar] era global e não deu hedge para o mercado. Só piorou a situação, o que fez com que o dólar subisse de R$ 3,30 para quase R$ 3,80 de forma ininterrupta de lá pra cá", afirma. Conforme descreve, isso fez com que mecanismos de "stop loss", a zeragem de posições para limitar perdas, fossem acionados por tesourarias e fundos de investimentos, o que só exacerbou o impacto nas cotações.

Outro equívoco, na opinião de Vieira, foi o Tesouro prosseguir ofertando papéis de longo prazo num momento em que não havia compradores habituais como estrangeiros ou fundos de pensão, só depois entrando no modo anticrise e recomprando ativos, dando saída para os investidores.

A mudança do regime de volatilidade no mundo coincidiu com um momento de aumento de risco dos grandes fundos no Brasil, e que já vinham comprados em bolsa, apostando na queda dos juros e fazendo hedge com o dólar, diz Carlos Carvalho, sócio-gestor da Saga Capital. Só que na hora do aperto, as proteções não funcionaram.

"Não era um bom momento para o BC ver a sua credibilidade arranhada porque o mercado entendeu errado a mensagem que Ilan [Goldfajn, presidente do BC] queria passar", diz. "Também era um período em que o estrangeiro começava a desmontar bolsa, por ser um mercado de mais liquidez entre emergentes."

Para Marco Bismarchi, da Tag Investimentos, o sinal trocado dado pelo BC fez com que o mercado perdesse a confiança bem no meio do turbilhão externo. Mesmo assim, ele vê condições para o país ter juros menores, chegando no máximo a 8% em 2019, o que em tese favorece ativos de risco e estimula operações de mercado de capitais.

Francisca Brasileiro, responsável pela gestão estratégica de recursos institucionais da Tag, acrescenta que não é hora de se desfazer de posições de risco, mas adicionar proteções, além de buscar oportunidades em crédito. Para quem tem perfil de longo prazo, e estômago para as oscilações no meio do caminho, ela sugere as NTN-B longas na faixa entre 5% e 5,5% ao ano.

Na bolsa, vários setores, várias empresas passaram por um 'sell off' porque a governabilidade foi colocada em xeque, diz Vieira, da Taler. "Por mais que a política de reajuste diário de preços [de combustíveis] seja um erro num país com dimensões continentais, pois falta previsibilidade de custos, uma única categoria colocou o país de joelhos", diz. "Foi uma combinação muito ruim num ambiente já hostil para emergentes, com saída de estrangeiros." Ele cita que o grande risco agora é o Brasil ser submetido a uma sucessão de chantagens de classes.

Na sua percepção, o PIB deste ano deve passar por novas revisões, para a casa do 1,5%, por conta da quebra de confiança de empresários e consumidores. "Vai ter um efeito muito duradouro, não vai resolver do dia para a noite. Vai ter mais prêmio no preço dos ativos e o nível de valuation na bolsa vai ser outro."

Como a alocação em risco dos investidores da gestora já era baixo, a Taler tem aproveitado a recente liquidação para recompor as posições num nível neutro. Num perfil moderado, isso significa ter 10% em multimercados, 7,5% em ações, de 15% a 20% em títulos atrelados ao IPCA e o restante em crédito e CDI. Na maioria dos casos, mais de 50% da carteira está no CDI, mas há situações em que essa parcela chega a 65%. Em dois anos e meio é a menor proporção de risco no portfólio, cita Vieira.

Com a conta corrente arrumada e até aqui a entrada de investimentos em carteira, a casa não via fundamentos para recomendar dólar para além da parcela do patrimônio no exterior. Mas, após a rápida depreciação da moeda brasileira, considera que uma melhora de ambiente temporária pode ser a deixa para esse tipo de alocação.

 

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